A integridade está no centro de tudo o que os auditores fazem. Que papel único desempenham na criação de confiança junto das empresas, dos investidores e da sociedade?
A confiança é, para mim, a essência da Auditoria. Num mundo em que a informação é cada vez mais abundante, complexa e rápida, empresas, investidores e sociedade precisam de poder confiar na informação que sustenta as suas decisões.
É aqui que o auditor desempenha um papel único. Através da sua independência, integridade, ceticismo profissional e capacidade de questionar de forma objetiva, o auditor contribui para reforçar a credibilidade da informação e, consequentemente, a confiança nos mercados e nas organizações.
A Auditoria não elimina a incerteza, mas torna a informação mais confiável e as decisões mais sustentadas. E é precisamente por isso que a nossa responsabilidade perante a sociedade é tão relevante.
De que forma a inovação está a transformar a forma como realizamos auditorias e por que razão o conhecimento, o discernimento e a capacidade de análise humana continuarão a ser tão importantes quanto a tecnologia?
A tecnologia está a transformar profundamente a Auditoria, permitindo-nos analisar mais informação, identificar padrões e riscos com maior rapidez e automatizar tarefas que anteriormente consumiam uma parte significativa do nosso tempo.
Mas acredito que o verdadeiro valor da inovação não está em substituir o auditor. Está em ampliar a sua capacidade de análise e libertá-lo para aquilo em que o julgamento humano é insubstituível: compreender o contexto, questionar pressupostos, interpretar situações complexas e exercer ceticismo e julgamento profissional.
A tecnologia pode ajudar-nos a encontrar respostas. O conhecimento e a experiência dizem-nos que perguntas devemos fazer e permitem-nos interpretar criticamente essas respostas. Por isso, o futuro da Auditoria está, para mim, na combinação entre tecnologia e inteligência humana.